quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Origem do cansaço
Outro dia me perguntava se o cansaço é realmente um fator limitante na vida das pessoas modernas. Ou se o que nos limite é sentir que temos capacidades limitadas para fazer tudo o que temos vontade de fazer.
A coisa é parecida a saber se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Ninguém sabe dizer ao certo, mas é tudo uma sucessão de coisas relativas que não tem como saber o princípio e o fim.
Ando preocupada porque não sou a única pessoa cansada nessa história toda. Minhas colegas de trabalho também. Pode ser que o fim do ano provoque certo cansaço generalizado também, vai saber.
Eu ando até com certas dores nas costas e sinto que minha vista cansada por causa da miopia também está afetando meu dia a dia. É um cansaço extremo e falta um bom tempo para tirar férias.
Alem de querer muito descansar com os pés na água, tomar uma água de coco geladinha sentada numa rede embaixo de um coqueiro num dia iluminado de sol. Até consigo sentir o arrepio do ventinho do mar batendo na minha pele e dando aquele arrepio bom de quem não tem nada mais importante para fazer que observar o mar e o movimento da praia.
Mas não. Estou aqui neste escritório frio pelo ar condicionado, com as janelas fechadas e uma sensação de prisão e enjaulamento que os passarinhos de devem ter também quando podem ver o mundo do lado de fora da jaula, mas não podem voar. Sentada nesta cadeira, em frente a um computador me sinto mais cansada ainda. Faço isso cinco vezes por semana. E já somos milhões de pessoas que enfrentam essa rotina.
Não significa que estamos todos descansados. Significa que muitos trabalhadores hoje tem que passar tanto tempo em frente a um computador e cansar de não se cansar.
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